segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sérgio Rolim

Em 7 de novembro de 2006, o ex-bancário Sérgio Brasil Rolim, nascido em 1974, foi condenado a 28 anos de prisão, em regime fechado, pela morte da vendedora de planos de saúde, Edilene Maria Pinto Esteves, 38 anos, em março de 2002. O júri, formado por sete pessoas, foi unânime e confirmou a condenação dada ao réu em novembro de 2005, quando ele foi, pela primeira vez, a julgamento pelo assassinato da professora. "Ele foi condenado por homicídio duplamente qualificado, sendo uma das qualificadoras a impossibilidade de defesa da vítima. Ele se passou por cliente e ceifou a vida da vítima, matando-a por asfixia mecânica, utilizando o sutiã da vítima", explica o assistente de acusação, José Erivaldo Oliveira dos Santos. Sérgio foi a julgamento e condenado por outros crimes. Ao todo, ele soma mais de 80 anos de reclusão. Entre as condenações está a morte do mototaxista Ricardo Guilhermino dos Santos e da estudante Ana Amélia Pereira de Alencar. O mototaxista era traficante de cocaína e foi morto numa ‘queima-de-arquivo’, porque a quadrilha de Rolim suspeitava de que o mesmo fosse um informante da Polícia. Já Ana Amélia teria morrido por saber ações da quadrilha. Sérgio Rolim tentou incriminar uma inocente, colocando fotos da moça no carro do rapaz, Ricardo Guilhermino dos Santos, conhecido como ‘Neném’. Para Erivaldo, "justiça foi feita", pois Sérgio deverá passar pelo menos 30 anos na prisão (limite de tempo em que uma pessoa pode ficar presa pela legislação do Brasil), já que o réu que comete crimes hediondos não tem direito à progressão de pena, segundo o Código Penal Brasileiro. "Segundo a lei, ele deve cumprir, pelo menos, 2/3 da pena, o que deve passar de 30 anos de reclusão", afirma. O advogado de defesa de Rolim, Aglézio de Brito, disse que não vai recorrer da sentença. O próximo passo será pedir a unificação das penas. "Não cabe mais recurso, pois no outro julgamento, a defesa entrou com protesto pedindo novo juri e desaforamento (julgamento em outra comarca). Nesse caso, agora, não cabe mais recurso, a não ser que o julgamento seja anulado", explica Brito. A família de Edilene comemorou o resultado. "Estamos felizes e aliviados, pois sabemos que ele não tem mais nenhum recurso para recorrer e que ele vai cumprir essa pena. Foi feito justiça, e isso é muito bom. Vamos aguardar, agora, o julgamento dos outros dois acusados e esperamos que também seja feito justiça", declarou a irmã de Edilene, Socorro Pinto. Rolim chegou ao Fórum de Barbalha por volta de 9h30min escoltado por policiais do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gate). Na entrada, ele foi recepcionado por um grupo de mulheres, integrantes de movimentos pela não-violência contra a mulher que, com blusas personalizadas, faixas e cartazes, pediam justiça e a condenação do réu. "Esperamos que se faça justiça, que a impunidade não predomine na região do Cariri, pois o que se percebe é que vários assassinos continuam soltos, sem punição pelos seus crimes", exclamava Verônica Maria Rodrigues, representante da União das Mulheres do Ceará, pedindo ainda maior celeridade da justiça nas investigações das mortes de Luiza Alexandre Alencar, a "Alessandra" e sua amiga, a publicitária Maria Eliana Gonçalves, mortas em junho de 2001. Antes do julgamento, que iniciou pouco antes de 10 horas, os advogados de defesa de Rolim estavam confiantes em sua absolvição. A estratégia da defesa foi defender que Rolim confessou o crime por ter sido torturado por policiais. "Tudo leva a crer que houve coação física e psicológica para que ele confessasse todos os crimes", afirmou Aglézio de Brito, advogado de Rolim. No julgamento, Sérgio Rolim manteve a versão dos advogados. Ele negou ter matado Edilene, afirmando que estava na Paraíba no dia do crime, e acusou vários policiais, que na época trabalhavam no Serviço de Inteligência da Polícia Militar do Crato, de o terem torturado para que confessasse o homicídio. Ele disse ainda que foi procurado, na Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (Pirc), por um advogado de Alfredo Couto e Aníbal Couto, indiciados, pelo Ministério Público, pelas mortes de Alexandra e Eliana, para que assumisse também o assassinato das duas mulheres em troca de R$ 300 mil. Sérgio Brasil Rolim foi o primeiro dos três acusados de assassinar Edilene a ser julgado pelo crime, outros dois acusados, Leandro Figueiredo Silva e José Moreira Neto, também sentaram no banco dos réus. Tudo ocorreu assim, a vendedora de planos de saúde Edilene Maria Pinto Esteves, 38 anos, casada e mãe de dois filhos, saiu de sua casa, em Juazeiro do Norte, e desapareceu. Segundo a família da vítima, ela foi atraída ao Shopping Cariri por um suposto cliente interessado em fazer um plano de saúde. No dia 11 de março de 2002 o corpo de Edilene foi encontrado no sítio Correntinho, em Barbalha, despido, com as mãos amarradas e a boca amordaçada. Segundo a perícia, Edilene foi estuprada e depois estrangulada. No dia 3 de maio de 2002 o ex-bancário Sérgio Rolim, integrante de uma quadrilha, foi preso por policiais do Comando de Policiamento da Capital (CPI) em sua residência, no bairro Lameiro, Crato. Na ocasião, ele teria confessado o assassinato de Edilene e outras três mulheres no mesmo ano: da copeira Maria Aparecida Pereira da Silva, 27 anos (13/03); da coreógrafa Waneska Maria da Silva, 22 anos (13/03); e de Ana Amélia Pereira Alencar, 21 anos, (23/03). A Polícia chegou ao acusado a partir de investigações sobre uma série de estupros ocorridos na região, cujas vítimas apontavam o ex-bancário como autor. No dia 20 de maio de 2005 Leandro Figueiredo Silva, outro acusado pela morte de Edilene, foi condenado a 24 anos de prisão. Em 7 de novembro de 2005 Sérgio Rolim foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado. Ao todo, ele soma 94 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado por vários crimes. Rolim, no entanto, recorreu da sentença. No dia 8 de novembro de 2005 José Moreira Neto, terceiro acusado pela morte de Edilene, é condenado a 25 anos. No dia 6 de novembro de 2006 - Sérgio Rolim vai novamente a julgamento pela morte de Edilene e o juri confirma, por unanimidade, a sentença de 28 anos de reclusão.

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