segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Francisco Costa Rocha

Francisco Costa Rocha, conhecido como Chico Picadinho foi um assassino em série brasileiro que esquartejou 2 mulheres nos anos de 1966 e 1976. Filho de pai muito severo, sua mãe foi uma mulher que tinha muitos amantes e quase sempre casados. Francisco cometeu seu primeiro assassinato em 1966, quando vivia uma vida muito boêmia, com muita bebedeira e mulheres, também usava drogas. Com o passar do tempo necessitava todos os dias fazer sexo, sair e beber muito. Seu primeiro assassinato seguido de esquartejamento foi em 1966. Sua vitima era Margareth, uma boêmia conhecida de seus amigos. Após passarem em alguns restaurantes e bares, Francisco a convidou para terem relações sexuais. Assim ela aceitou ir ao apartamento, na época dele e de Caio(amigo cirurgião-médico da aeronáutica). Francisco nem chegou a consumar o ato. Após algum tempo, ele começou a ter um jeito violento, e tentou estrangulá-la(de fato o fez), com a mão, e terminou com o cinto. Após ver Margareth morta no quarto, pensou que deveria sumir com o corpo dali. Tirou o trinco da porta do banheiro para melhor locomoção, levou-a, e a deitou de barriga para cima. Ele usou instrumentos bem rústicos, na realidade, os primeiros que viu pela frente: Gilete, tesoura e faca foram os principais usados. Começou a cortar pelos seios, depois foi tirando os músculos e cortando nas articulações, a fim de que o corpo ficasse menor para poder esconder... Vale ressaltar que Francisco esquartejou Margareth pelo fato de ter medo das ações que viriam após ter causado sua morte, concluindo assim que teria de esconder o corpo. Demorou cerca de 3 a 4 horas até desmembrar a vitima e colocar dentro de uma sacola (pois também sabia que o amigo com quem dividia seu apartamento estaria para chegar). Quando Caio chegou, Francisco disse que tinha uma coisa para contar, e falou que havia matado alguém. Não contou como, nem porque, mas disse que o corpo ainda estava no apartamento. Pediu um tempo para Caio para que pudesse avisar sua mãe e contratar um advogado. De fato, viajou à procura de sua mãe. Ao chegar, avisou uma amiga e não teve coragem de falar o que realmente acontecera, apenas informando que algo de grave havia ocorrido, e pedindo para avisar sua mãe. Ao retornar, seu amigo Caio havia avisado ao delegado de homicídios, que prendeu Francisco, que não reagiu à prisão em momento algum. No tempo em que esteve preso ele casou-se com uma russa a ex-faxineira de seu apartamento e teve um bom comportamento na cadeia. Eles tiveram uma filha e um filho, porém se separaram antes do nascimento da segunda criança, Francisco foi solto antes de cumprir toda a pena, ficando assim apenas 8 anos na prisão. A libertação foi possível com o aval de psiquiatras e peritos que atestaram que Francisco Costa Rocha estava recuperado e apto para voltar a viver em sociedade. No dia 14 de setembro de 1976, dois anos depois de ser libertado ele tentou matar por esganadura a prostituta Rosemarie Michelucci em um hotel na zona leste de São Paulo que por sorte conseguiu escapar. No dia 16 de outubro de 1976, Francisco Costa Rocha estrangulou e esquartejou outra mulher, a prostituta Ângela de Souza da Silva, conhecida como a "moça da peruca". O crime aconteceu em um apartamento na Avenida Rio Branco, centro de São Paulo, região da "Boca do Lixo" que Francisco Costa Rocha dividia com um amigo, porém, desta vez, esquartejou sua vítima com um cuidado muito maior, e tentou jogar alguns pedaços pelo vaso. Ele tinha conhecido a prostituta horas antes em um bar e após o crime voltou a fugir para o Rio de Janeiro sendo preso 28 dias depois em uma Praça de Duque de Caxias quando lia uma revista que relatava sua vida de crime. Ele foi condenado novamente. Na época, a exibição pela imprensa das fotos de suas vítimas cortadas em pedaços sensibilizou bastante a opinião pública, fazendo com que o criminoso fosse condenado a 30 anos de prisão. Chico continua preso até hoje no Hospital de Custódia e Tratamento de Taubaté, em São Paulo. Deveria ter sido colocado em liberdade em 1998 já que a legislação estabelece que ninguém pode ficar preso mais de 30 anos. Porém com base em laudos médicos e psiquiátricos, o Ministério Público de São Paulo conseguiu a interdição de "Chico Picadinho" na Justiça Civil. O motivo é que Francisco Costa Rocha é incapaz de regular seus próprios atos e se for solto voltará a esquartejar e assassinar outras pessoas. Sendo assim ele cumpre uma espécie de prisão perpétua. Hoje passa seus dias na prisão pintando e diz que ao cometer seus crimes agiu sob a influência do romance "Crime e Castigo" de Dostoiévsky, a quem chamou de Deus numa entrevista.

Febrônio Índio do Brasil

Febrônio Índio do Brasil é uma das mais intrigantes e assustadoras figuras na história brasileira. Filho de açogueiro, durante a década de 20, Febrônio era antes de tudo um criminoso.Uma espécie de "bicho-papão" para as crianças brasileiras das décadas de vinte e trinta (era comum os pais dizerem "se você não se comportar, o Febrônio vai te pegar", para as crianças que faziam malcriações), ganhou esta fama ao ser preso, em 1927, sob a acusação de ter estrangulado dois menores que resistiram a seus ataques homossexuais: Almiro José Ribeiro, em 17 de agosto, e João Ferreira, no dia 29 do mesmo mês. Os corpos, encontrados na Barra da Tijuca, tornaram Febrônio um dos criminosos mais conhecidos do Brasil. Mas o mineiro Febrônio Índio do Brasil, já era velho conhecido da polícia, tendo sua primeira prisão ocorrido em 1916, aos 21 anos, depois da qual se acumularam outras 29, por motivos diversos como roubo, vadiagem e chantagem. Além disso, segundo palavras do diretor da Casa de Detenção a seu respeito: "consta que ele entrega-se ao vício da pederastia". Atuou como médico e dentista sem licença ou formação em diversas cidades do Brasil, inclusive em Curitiba, consta inclusive que duas crianças morreram no Espiríto Santo após receberem medicação prescrita por ele. No final dos anos 20, depois de uma visão mística, Febrônio tornou-se um profeta. Evangelizador de uma religião própria que pregava a existência do Deus-Vivo. Sua missão, de acordo com as ordens de uma santa loura que apareceu em sua visão, era “escrever um livro e marcar os jovens eleitos com as letras D.C. V.X. V.I., tatuagem que é o símbolo do Deus- Vivo, ainda que com o emprego da violência!”. Febrônio escreveu o livro, "Revelações do Príncipe do Fogo", onde descrevia prolixamente esta religião, que ele próprio mandou imprimir e vendia de mão em mão. Com prosa apocalíptica e tumultuada, inspirou modernistas como o brasileiro Mário de Andrade e o francês Blaise Cendrars, que escreveram sobre ele. Todos os exemplares dos livros foram queimados pela polícia federal logo após sua prisão. Em trechos do livro, publicados num jornal carioca, podia-se ver a fúria de suas palavras místicas. No julgamento, o advogado Letácio Jansen, solicitou sua internação "numa casa de loucos onde haja a devida segurança e precisa vigilância". Com sua insanidade sendo atestada pelo perito Heitor Carrilho, o juiz Ary de Azevedo o considerou inimputável. Depois de assassinar e tatuar quase uma dezena de jovens, Febrônio foi para um manicômio. No hospício, inicialmente Febrônio tentou reduzir sua pena, reivindicar a soltura em petições a juízes ou obter transferência para a Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá. Tinha como objetivo fugir, o que conseguiu em 1935, mas sua sorte durou pouco, sendo recapturado após somente um dia de liberdade. Após isso, entrou em processo de demência. O médico Heitor Carrilho (que hoje empresta o nome ao hospício) ficou de dezembro de 1927 a janeiro de 1929 examinando o "louco moral e homossexual com impulsões sádicas", solicitando depois sua "segragação ad vitam (enquanto vivo)". Num laudo de trinta e quatro folhas, determinou o sepultamento em vida do homem que, a partir de 1936, foi esquecido, passando longos períodos na solitária. Em junho de 1984 foi lançado o curta-metragem "O Príncipe do Fogo", de Sílvio Da-Rin, tendo Febrônio como tema. Dois meses depois, aos 89 anos e completamente senil, o preso mais antigo do Brasil, interno número 000001 do Manicômio Judiciário, morreu de edema pulmonar agudo. Havia passado 57 anos no hospício.

Władysław Mazurkiewicz

Władysław Mazurkiewicz nascido em 31 de janeiro de 1911 foi um assassino serial polonês, chamado de “o Assassino Gentil”, ele morava na Cracóvia (Kraków) e durante algum tempo ele também teve um apartamento em Varsóvia (Warsaw). Matou pelo menos 30 pessoas. Suspeita-se que o primeiro assassinato tenha ocorrido em 1940, de uma pessoa com descendência judaica. Entre as vítimas de Mazurkiewicz, estavam até mesmo seus vizinhos e amigos de infância. Os corpos das vítimas foram descobertas sob o piso de uma garagem alugada em ST. Marchlewski (hoje avenida Belina-Prazmowskiego). Seus crimes foram por motivos de material. Houve a hipótese de Mazurkiewicz ser um informante da Gestapo e em seguida de ele ser um agente secreto ( no entanto isso não foi comprovado e não passou de uma suposição). Ele matava sem perdão e impunemente, desde ninguém fazia denuncias ao Ministério Público e ele tinha imunidade resultante do medo de supostos protetores. Aparentemente, aqueles que sabiam dos assassinatos (ou que acreditavam nisso), não testemunhavam contra ele. Processo foi dificil: as testemunhas tiveram medo de falar ao Ministério Público e o defensor público defendeu a tese de que Mazurkiewicz é um assassino nato, tem tendências criminosas. Dos 30 assassinatos que ele poderia ser processado e que admitiu no inquérito, ele foi acusado de apenas 6, quatro homens e duas mulheres. Mazurkiewicz, confessou os fatos alegados. Ele foi condenado à morte em 30 de agosto de 1956 anos. A sentença foi executada em 29 janeiro de 1957. Ele foi enforcado em Cracóvia, na prisão ST. Montelupich. Suas últimas palavras foram: "Adeus, meus Senhores, em breve, vejo vocês todos lá."

O livro Trzy wyroki, de Andrzej Snopkowski cita esses acontecimentos.

domingo, 30 de agosto de 2009

Antonis Daglis

Antonis Daglis (Αντώνης Δαγλής), nascido em 1974 é um serial killer grego que foi condenado pelo assassinato de três mulheres e tentativa de assassinato de outros seis em Atenas, em 23 de janeiro de 1997. Conhecido como o “Estripador de Atenas" , ele foi condenado a treze penas de prisão perpétua, e mais 25 anos. Daglis, um motorista de caminhão matou 3 prostitutas de Atenas entre 1992 e 1995. Ele era um criminoso reincidente juvenil desde os 14 anos. Primeiro ele foi fichado em 1988 por tentar estuprar uma garota e em 1989 ele foi preso por agredir um grupo de homens no Zappeion com uma faca. No Outono de 1995, o medo começou a rondar os prostíbulos de Atenas. Em dois meses, oito mulheres foram atacadas por um jovem desconhecido, que circulava em uma van branca, que se apresentava como um cliente e se tornava um estrangulador. O primeiro ataque ocorreu no início de setembro, próximo a um ponto de taxi, após manter relações sexuais com uma prostituta, ele tentou esfaqueá-la e roubou 11.000 drachmas (moeda extinta grega). Em 7 de setembro, o mesmo homem tentou estrangular com uma corda, perto do Estádio da Paz e da Amizade uma prostituta de 38 anos e roubou 49.000 drachmas. Poucos dias depois, em um estacionamento, outra prostituta de 29 anos foi atacada, ele tentou a estrangular e roubou 10.000 drachmas. Em meados de setembro, o desconhecido atacou novamente, desta vez uma mulher de 31 anos. O homem tentou novamente estrangular e roubou 100.000 drachmas. Poucos dias depois, uma mulher inglesa chamada Ann Hamson, de 30 anos foi a vítima. Segundo relatos da própria vítima, ele a levou para perto do deserto, colocou uma corda em volta do seu pescoço e a forçou a fazer sexo oral. Ele disse a ela que todas as prostitutas deviam morrer. Ela então explicou a ele que não era uma prostituta e que estava fazendo este trabalho porque queria arrecadar dinheiro para comprar a passagem devolta para seu país. Então ele me disse a ela para ir embora, mas tomar cuidado. No início de outubro, outra prostituta de 33 anos foi à nova vítima do homem desconhecido. O bandido levou a prostituta para uma área desértica e tentou a estrangular e mais uma vez roubou 10.000 drachmas. Cerca de uma semana depois, em um estacionamento mais uma jovem foi atacada, ela disse que ele deu um soco nela e levou 30.000 drachmas e jogou num saco, e que ele ameaçou matar ela se a visse denovo. Em 18 de outubro, o mesmo homem tentou estrangular uma jovem, 29 anos no meio de um deserto localizado próximo a uma avenida central de Atenas. Estes ataques a prostitutas estavam apavorando a todos em Atenas, mas a policia pouco se mobilizou porque não havia ainda uma prova formal. Mas, em 29 de outubro, a situação mudou quando nas proximidades de um pedágio na Estrada Nacional de Atenas foi descoberto acidentalmente o cadáver da prostituta Eleni Panagiotopoulous, de 29 anos. Os membros estavam espalhados em várias partes da região, o assassino tinha removido as entranhas e tinha cortado os bicos dos seios da vítima. A causa da morte foi determinada por estrangulamento, o médico legista falou de canibalismo “extremo”. Quase dois meses depois, ao meio-dia de 25 de dezembro em um beco estreito, pedestres descobriram o cadáver de uma jovem. Seminua, vestindo apenas cueca calcinha e encontrada deitada ao lado de suas roupas e com um saco de artigos pessoais. Rapidamente descobriram que sua morte era resultado de estrangulamento. Tratava-se da prostituta Lazarou Athina, de 26 anos. A descoberta de dois corpos gerou pânico entre as prostitutas e mobilizou a polícia e, imediatamente após a descoberta do segundo cadáver chegaram às denúncias a policia de duas mulheres que escaparam. Essas mulheres descreveram as características do suspeito e afirmaram que ele dirigia uma van branca. Os policiais mostraram fotos para as mulheres e lá, entre outros rostos, conheceram o homem que atacava. Este era Antonis Daglis, um jovem loiro de olhos azuis, que trabalhava como motorista numa fábrica e vivia com sua mãe em um apartamento . Aos 14 anos, ele foi acusado de tentar estuprar uma criança e teve prisão preventiva de seis meses de detenção juvenil, embora mais tarde tenha sido absolvido. Pouco depois de sua libertação, ele foi preso novamente, carregando ilegalmente uma faca no jardim do Zappeion. Imediatamente, o suspeito foi colocado sob vigilância. Policiais viram a van branca em 21 de janeiro de 1996 e viram Daglis negociar com algumas prostitutas. A polícia tentou prendê-lo no ato, mas como não foi fácil, e temendo o perder de vista, decidiram esperar mais um pouco para avançar com a prisão. Assim, em 24 de janeiro ele foi preso. Dentro da van encontraram uma pequena cruz esculpida, que a policia descobriu que pertencia a Eleni Panagiotopoulous. A polícia se sentiu aliviada. Agora eles tinham certeza de que tinham pegado o infrator. Após a sua detenção, Daglis confessou o estupro, estrangulamento e desmembramento de duas mulheres e tentativa de assassinato de mais seis, e de ter roubado de todas as oito mulheres.Os detalhes dos assassinatos e a confissão chocaram até mesmo os policiais mais experientes. Na seqüência das investigações, a polícia pegou o arquivo de um caso anterior, quando em Outubro de 1992 foram descobertos membros cortados do corpo de uma mulher, já que havia muitas semelhanças na maneira como o assassinato de Panayotopoulos. Quatro dias depois de sua prisão, ele confessou que era o responsável por esse crime. Em 26 de Outubro de 1992, em um táxi roubado, ele deu carona a uma mulher estrangeira, cerca de 35 anos que disse se chamar Katie. Durante o contato sexual, ela a estrangulou com as mãos. Então ele a levou morta para a sua casa e a desmembrou, cortando o corpo em mais de 30 partes.Ele jogou um saco com partes da vítima dentro do rio Kifissós. A descoberta do crime ocorreu em 27 de outubro, quando um jardineiro encontrou, em estado de decomposição, uma perna da vítima. Dois dias depois, o cheiro terrível aumentava no lixo de uma praça pública atraindo a atenção de uma mulher que passava por lá, que em seguida informou a polícia. Daglis morava com a mãe e o irmão. Seu pai morreu em 1986, quando ele tinha 12 anos, o irmão mais velho estava na prisão, por se recusar a servir o serviço militar e se converteu em Testemunha de Jeová.Seu pai era um bêbado violento e muitas vezes batia e xingava próprios filhos. Após sua morte, foi o declínio de toda a família. Ele deixou a família com uma dívida infinita. Confiscaram tudo. Em entrevista, após a prisão, a noiva de Daglis disse que amava ele e que ele não tinha feito aquilo e que ele não fazia nada de ruim com ela após as relações sexuais. O julgamento foi marcado por muitos problemas: o dia que estava previsto para começar o julgamento, Daglis tentou amputar a própria perna esquerda e teve que levar 122 pontos e ficar um dia internado no hospital. Das vítimas, apenas uma compareceu (Hamson), enquanto sua mãe, que era a única testemunha de defesa, não conseguiu concluir o seu próprio testemunho, pois durante esse ela sofreu um estresse emocional e teve um acidente vascular cerebral leve e foi levado às pressas para o hospital, ficando paralisada do lado direito. Ao longo da audiência, Daglis permaneceu quieto e só reagiu quando sua mãe desmaiou descrevendo a infância difícil de seu filho e que tinha vivido com o marido, e nos anos seguintes. Durante a audiência, a defesa tentou argumentar que ele era doente. Daglis tinha perversão sexual e sofria de doença mental. Mais tarde, ele admitiu que desmembrou os corpos de Eleni Panagiotopoulou, 29 anos, e Lazarou Athina, 26 anos, com um serrote e os eliminou em várias partes de Atenas Durante seu julgamento, Daglis disse ao tribunal: "Eu odiava todas as prostitutas e continuo odiando. Eu fui ao encontro delas por sexo, mas de repente imagens vinham em minha cabeça. Ouvia vozes que me mandavam matar. Eu pensei em estrangular minha noiva, mas me contive”. A ação de Antonis Daglis, preso em janeiro de 1996, estarreceu a população. Os assassinatos das três prostitutas, o esquartejamento dos cadáveres, as tentativas de homicídio, os roubo, etc., geraram várias discussões sobre a personalidade do delinqüente. A pena imposta a ele foi o maior em décadas na Grécia.

sábado, 29 de agosto de 2009

Wayne Boden

Wayne Clifford Boden nascido em 1948 foi um serial killer canadense e estuprador ativo de 1969 a 1971. Ele ganhou o apelido de "o Vampiro Estuprador", porque tinha o hábito de morder os seios de suas vítimas, um modus operandi que levou à sua condenação devido às provas odontológicas forense, a primeira condenação do tipo na América do Norte, vários anos antes de Ted Bundy. Em 3 de outubro de 1969, Shirley Audette foi encontrada enterrada nos fundos de um complexo de apartamentos no centro de Montreal. Embora estivesse completamente vestida, ela havia sido estuprada e estrangulada, e tinha marcas de mordidas brutais em seus seios. Não havia sinais de sangue e pele embaixo das unhas da vítima, o que fez todos a acreditarem que ela não lutou contra o seu agressor. O noivo da vítima estava trabalhando naquela noite. Boden, que morava ao lado, conhecia a vítima. Um dos ex-namorados de Audette disse à polícia que acreditava que ela estava se envolvendo com um homem muito dominante e atraente e que ela estava “se metendo em algo perigoso”, ela nunca mencionou o nome do homem. Com base nesta entrevista, a polícia suspeitou que o assassino tinha uma atração por fazer "sexo brutal”. Em 23 de novembro, uma funcionária de uma loja de jóias, Marielle Archambault, saiu do trabalho na hora que a loja fechou com um rapaz a quem ela apresentou como "Bill" para seus colegas de trabalho, que comentaram que ela parecia feliz e encantada com o homem.Como ela não se apresentou no trabalho na manhã seguinte, o seu patrão foi verificar se ela estava doente em seu apartamento. Junto com sua esposa, ele descobriu o corpo de Archambault totalmente vestido no sofá. O quarto estava arrumado. O assassino rasgou sua meia-calça e seu sutiã, a estuprou, e deixou suas marcas de dentes em seus seios. A polícia encontrou uma fotografia amassada no meio dos destroços no apartamento de Archambaut, que poderia se tratar do misterioso "Bill", inclusive alguns de seus colegas o reconheceram. No entanto, apesar desta aparente semelhança, os policiais não obtiveram sucesso em conectar a fotografia a qualquer suspeito conhecido, mesmo através de um esquema policial, com base na imagem que foi distribuída para a publicação nos jornais. A foto não era da pessoa certa, era do falecido pai da vítima. "Bill" esperou dois meses antes de atacar novamente. Em 16 de janeiro de 1970, o namorado de Jean Way, 24 anos, foi buscá-la para uma festa em seu apartamento na Lincoln Street no centro de Montreal. Quando ela não atendeu a porta, ele decidiu voltar um pouco mais tarde. Ao retornar, encontrou a porta aberta e o corpo dela nu sobre a cama. Seus seios foram mordidos. Parece que o assassino estava no apartamento quando o namorado de Way, Brian Caulfield, foi bater na porta mais cedo. Uma autópsia feita pelo Dr. Jean-Paul Valcourt encontrou duas pequenas fibras embaixo das unhas da mão esquerda, indicando que a vítima tinha lutado contra seu agressor. As noticias dos assassinatos colocou a cidade sob um alerta de medo. Mas acabou que o assassinato de Jean Way foi o último ocorrido em Montreal, "Bill" tinha desaparecido, só voltou a aparecer em uma cidade a 2500 milhas a oeste, mais de um ano depois. Na cidade de Calgary, a professora de ensino médio Elizabeth Anne Porteous, de 33 anos, não apareceu no trabalho na manhã do dia 18 de maio de 1971. O zelador do seu apartamento foi chamado e encontrou o corpo no chão do quarto. Assim como aconteceu com Marielle Achambaut, seu apartamento mostrou sinais consideráveis de luta. Estuprada e estrangulada, os seios também foram mutilados com marcas de mordida. No meio dos destroços, porém, a polícia encontrou uma abotoadura quebrada sob o corpo da vítima. Durante a investigação do assassinato, a polícia descobriu a que ela foi vista por dois de seus colegas dentro de um Mercedes azul, na noite em que ela morreu, o carro tinha um decalque de um touro na janela traseira. Um amigo da vítima também informou à polícia que ela estava recentemente namorando um homem chamado "Bill", descrito como um "chamativo" e com o cabelo curto. Claramente, havia uma ligação entre a morte de Elizabeth Porteous e os assassinatos em Montreal. No dia seguinte, em 19 de maio, a Mercedes azul foi encontrada por patrulheiros, estacionada perto da cena do crime. Boden, uma ex-modelo, foi preso meia hora depois quando retornava para o seu carro. Ele disse à polícia que se mudou de Montreal um ano antes e admitiu que estava saindo com Porteous e estava com ela na noite do assassinato. Quando a abotoadura quebrada foi apresentada, ele reconheceu que era sua. No entanto, ele insistiu que Porteous estava bem quando ele saiu da casa dela naquela noite. A polícia de Calgary tinha uma cópia da fotografia encontrada no apartamento de Archambaut e, como Boden lembrava o homem da foto, eles o prenderam por suspeita de assassinar Porteous. Eles então voltaram suas atenções para as marcas no peito das vítimas. A polícia fez contato com um ortodontista, Gordon Swann, para provar que as marcas no peito e pescoço de Porteous eram marcas de mordidas de Boden. Como não havia nada na literatura forense canadense em matéria de marcas de mordida, Swann fez contato com o FBI, esperando obter informações sobre o assunto. O então diretor J. Edgar Hoover, foi até a Inglaterra, onde conheceu um homem que tinha tratado de 20 ou 30 casos. Swann obteve as informações que precisava e com base em um molde feito de dentes de Boden, ele demonstrou 29 pontos de semelhança entre as marcas de mordidas no corpo de Elizabeth Porteous e os dentes Boden. Esta prova foi suficiente para que o júri julgasse Boden culpado de homicídio e o condenasse à prisão perpétua. Boden retornou para Montreal para enfrentar o julgamento, onde ele confessou ter cometido três dos assassinatos que foi acusado, mas negou envolvimento na morte de Norma Vaillancourt, uma estudante de 21 anos de idade, morta em 23 de julho de 1968. Boden era suspeito do homicídio, mas, em 1994, Raymond Sauve, foi condenado pelo crime e cumpriu 10 anos de prisão. Boden foi condenado a três sentenças de prisão perpétua e foi enviado para a Penitenciária de Kingston, onde começou a cumprir sua sentença em 16 de fevereiro de 1972.Em 1977, Boden, quando estava cumprindo seu quinto ano de prisão perpétua, teve um cartão de crédito concedido pela American Express, que ele conseguiu após ser transmitido para a prisão de Laval. Ele fugiu e foi recapturado 36 horas depois, enquanto almoçava em um restaurante no Mount Royal Hotel no centro de Montreal. Três carcereiros foram investigados e a American Express realizou uma investigação interna para descobrir como um prisioneiro condenado à prisão perpétua por homicídio conseguiu obter um cartão de crédito. Boden morreu no Hospital Regional de Kingston em 27 de março de 2006, de câncer de pele após ficar confinado no hospital durante seis semanas.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ivan Milat

Ivan Robert Marko Milat é um assassino em série australiano, condenado pelo assassinato de sete mochileiros. Os seus crimes ficaram conhecidos como "Assassinatos dos Mochileiros", ocorridos em New South Wales, Austrália, durante a década de 1990. Os corpos de sete jovens desaparecidos foram encontrados parcialmente enterrados na Floresta Estadual de Belanglo, 15 quilometros a sudoeste da cidade de Berrima, New South Wales. Cinco das vítimas eram mochileiros internacionais que visitavam a Austrália, e dois passageiros eram australianos de Melbourne. Ivan Milat foi condenado pelos assassinatos e está cumprindo sete penas de prisão perpétua. Os "Assassinatos dos Mochileiros" se referem especificamente aos sete assassinatos pelos quais Ivan Milat foi condenado. Há especulações de que não sejam apenas esses assassinatos que foram cometidos por ele, ele pode ter cometido até mesmo um total de trinta e sete assassinatos, se isto for comprovado, Milat passaria a ser o killer mais mortífero na história da Austrália (à frente da Martin Bryant, que matou 35 pessoas no massacre de Port Arthur) e um dos mais prolíficos seriais killers da história.Em 20 de setembro de 1992, um grupo de pesquisadores descobriu um cadáver em decomposição, enquanto visitavam a Floresta Estadual de Belanglo. No dia seguinte, os policiais Roger Gough e Suzanne Roberts descobriram um segundo corpo a 30 metros do primeiro. Os primeiros relatórios da mídia sugeriram que podiam ser os corpos das desaparecidas mochileiras britânicas Caroline Clarke e Joanne Walters, que haviam desaparecido do subúrbio de Kings Cross no interior de Sydney, em Abril de 1992. No entanto, um casal alemão, Gabor Neugebauer e Anja Habschied, também haviam desaparecido da região de Kings Cross algum tempo depois do Natal de 1991, e Schmidl Simone, também da Alemanha, tinha sido dada como desaparecida há mais de um ano. Os corpos também podiam ser de um jovem casal, Everist Deborah e James Gibson, que estava desaparecido desde que deixaram Frankston em 1989. Havia sinais de que eles haviam passado pela Floresta Estadual de Belanglo. A polícia rapidamente confirmou que os corpos eram de Clarke e Walters. Walters tinha sido esfaqueada 9 vezes e Clarke tinha sido baleada várias vezes na cabeça. Apesar de uma minuciosa busca na floresta ao longo dos próximos cinco dias, nenhum outro elemento ou corpos foram encontrados pela polícia. Os investigadores descartaram a possibilidade de novas provas serem descobertas dentro da Floresta Estadual de Belanglo. Em outubro de 1993, um homem local, Bruce Pryor, descobriu um crânio e um osso da coxa em uma parte de difícil acesso na floresta. Ele voltou com a polícia para o local e mais dois corpos foram rapidamente descobertos e identificados como Deborah Everist e James Gibson. A presença do corpo de Gibson em Belanglo era um enigma para os investigadores, porque sua mochila e câmera já tinham sido descobertas pelo lado da estrada em Galston Gorge, nos subúrbios do norte de Sydney quase 100 quilômetros ao norte. Em 1 de novembro de 1993 um crânio foi encontrado em uma clareira na floresta pelo sargento da policia Jeff Trichter. O crânio foi posteriormente identificado como o de Simone Schmidl de Regensburg, Alemanha. Ela tinha sido visto pela última vez pegando carona em 20 de janeiro de 1991. A roupa encontrada na cena do crime não era de Schmidl, mas de outro dos mochileiros desaparecidos, Anja Habschied. Simone Schmidl foi encontrada morta com inúmeras facadas na parte superior do tronco. Os corpos de Habschied e seu namorado Gabor Neugebauer foram encontrados em 3 de Novembro de 1993 em covas rasas a 55 metros de distância. Eles, assim como as outras vítimas, foram baleados ou esfaqueados. Havia aspectos semelhantes em todos os assassinatos. O assassino dedicava evidentemente um tempo considerável para cada uma das vítimas durante e após os assassinatos, os acampamentos das vítimas eram próximos da localidade onde foram encontrados seus corpos e as cápsulas encontradas eram do mesmo calibre em todos os locais. Joanne Walters e Simone Schmidl foram esfaqueadas, enquanto Caroline Clarke tinha sido baleada várias vezes na cabeça e esfaqueado post mortem. Anja Habschied foi decapitada e as outras vítimas apresentavam sinais de estrangulamento e espancamento. Especulou-se que os crimes foram trabalho de vários assassinos, pelo menos dois, em declaração oficial Ivan Milat sugeriu que até sete pessoas estavam envolvidas. Em 13 de Novembro, a polícia recebeu um telefonema de Paul Onions na Grã-Bretanha. Onions tinha sido mochileiro na Austrália anos antes e havia aceitado uma carona ao sul de Sydney de um homem conhecido apenas como "Bill", em 25 de Janeiro de 1990. Ao sul da cidade de Mittagong, New South Wales, Bill puxou uma arma para Onions que conseguiu escapar, acenar para a motorista Joanne Berry que relatou a agressão à polícia local. Onions fez a declaração acompanhado por Berry, que também participou do inquérito, juntamente com a namorada de um homem que trabalhou com Ivan Milat, que achava que ele deveria ser interrogado sobre o caso. Milat rapidamente se tornou um suspeito. A polícia descobriu que ele havia cumprido pena em 1971, acusado de seqüestrar duas mulheres e de estuprar uma delas, essas acusações depois foram retiradas. Foi também descoberto que ele e seu irmão Richard trabalharam juntos em assaltos ao longo da rodovia entre Sydney e Melbourne, que ele possuía uma propriedade nos arredores de Belanglo e tinha vendido um Nissan Patrol com tração nas 4 rodas pouco depois da descoberta dos corpos de Clarke e Walters. Conhecidas também falaram à polícia sobre a obsessão de Milat por armas. Quando a ligação entre Onions e os assassinatos Belanglo foi feito finalmente estabelecida, Onions foi convidado a voar para a Austrália para ajudar na investigação. Em 5 de maio de 1994, Onions identificou Miçat como o homem que tentou matá-lo. Milat foi preso em 22 de Maio de 1994 na sua casa em Cinnebar Street, Eagle Vale, um subúrbio do norte de Campbelltown, New South Wales depois que 50 policiais cercaram o local. As casas pertencentes aos seus irmãos, Richard, Alex, Walter e Bill também foram investigadas ao mesmo tempo por mais de 300 policiais. A busca na casa de Ivan Milat revelou ser um esconderijo de armas, incluindo partes de um rifle calibre. 22, que correspondia ao tipo usado nos assassinatos, além de vestuários, equipamentos de acampamento e câmeras fotográficas pertencentes a várias de suas vítimas. Milat foi intimado a aparecer no tribunal por roubo de armas e cargas em 23 de Maio. Ele não compareceu. Em 30 de Maio, na seqüência das investigações policiais, Milat também foi acusado de assassinato de sete mochileiros. No início de Fevereiro de 1995 Milat ficou em prisão preventiva até junho do mesmo ano. Em março de 1996, o julgamento finalmente iniciou. O julgamento de Milat durou quinze semanas. Sua defesa alegou que, apesar da quantidade de evidências, não havia nenhuma prova de que Ivan Milat era culpado e tentou transferir a culpa para os outros membros da família, especialmente Richard. Em 27 de julho de 1996, o júri considerou Ivan Milat culpado dos assassinatos. Ele também foi condenado por tentativa de homicídio, cárcere privado e assalto a Paul Onions, recebeu 6 anos de por cada. Para os assassinatos de Caroline Clarke, Joanne Walters, Simone Schmidl, Anja Habschied, Gabor Neugebauer, James Gibson e Deborah Everist, Milat foi condenado a uma sentença de prisão perpétua para cada um, com todas as sentenças de execução consecutiva e sem possibilidade de liberdade condicional. Em seu primeiro dia em Maitland Gaol, ele foi espancado por outros presos. Quase um ano depois, ele fez uma tentativa de fuga ao lado do traficante de drogas condenado e ex-vereador Sydney George Savvas. Savvas foi encontrado enforcado em sua cela no dia seguinte e Milat foi transferido para a prisão de super segurança máxima, em Goulburn, New South Wales. Em 26 de janeiro de 2009, Milat cortou seu dedo mindinho com uma faca de plástico, com a intenção de enviar o dedo cortado ao Tribunal Superior. Ele foi levado para o Hospital Goulburn de segurança máxima, no entanto, em 27 de janeiro de 2009, Milat foi devolvido à prisão depois que os médicos decidiram que a cirurgia para recolocar o dedo não era possível. Esta não foi à primeira vez que Milat havia se machucado enquanto esteve na prisão. No passado, ele engoliu lâminas de barbear, grampos e outros objetos metálicos. Atualmente, Milat ainda cumpre pena em New South Wales e se declara inocente de todas as acusações feitas contra ele.

O filme Wolf Creek ( Viagem ao Inferno), baseia-se nesses acontecimentos.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Jack Unterweger

John "Jack" Unterweger nascido em 16 de agosto 16 de 1950 em Judenburg, Steiermark, foi um escritor austríaco e serial killer que assassinou prostitutas em diferentes países. Foi condenado pela primeira vez por um assassinato em 1974, ele foi solto em 1990, devido a uma campanha de intelectuais e políticos, que julgavam Unterweger um exemplo de reabilitação.Ele se tornou um jornalista e uma celebridade menor, mas alguns meses depois de sua libertação começou a matar novamente. Filho de mãe austríaca e de um soldado americano desconhecido, Unterweger cresceu na pobreza, com seu avô, a quem descreveu como um alcoólatra violento. A tia de Unterweger, no entanto, contradisse esta informação sobre o seu avô, afirmando que Unterweger cresceu em uma família pobre, mas muito amorosa e carinhosa. Ele passou sua juventude entrando e saindo de reformatórios por crimes pequenos e por assaltar prostitutas locais. Em 1974, Unterweger assassinou duas garotas e foi condenado à prisão perpétua. Enquanto estava na prisão, Unterweger que chegou lá analfabeto passou seu tempo na cadeia aprendendo a ler e a escrever. Ele não só se tornou um bom leitor, mas arriscou-se a escrever, tornou-se escritor de contos, poemas, peças de teatro e uma autobiografia, Fegefeuer - eine Reise ins Zuchthaus, que além de se tornar um “best seller”, oi adaptada para o cinema. Graças as suas obras, intelectuais austríacos, incluindo o escritor e vencedor do Prêmio Nobel de 2004, Elfriede Jelinek, fizeram petições de libertação para Unterweger. Ele foi solto em 23 de maio de 1990, depois de apenas 15 anos de sua vida na prisão, eles consideravam um exemplo de total reabilitação. Após a sua libertação, Unterweger apareceu por muito tempo em diversos programas de televisão que discutiam a reabilitação criminal. Em 15 de setembro de 1990, pessoas que estavam caminhando ao longo do rio Vitava River, na antiga Tchecoslováquia, perto de Praga, encontraram o corpo de uma jovem mulher. Blanka Bockova foi a primeira vítima de Jack Unterweger após sua libertação. Ela foi deixada em um estado degradante, deitada de costas, nua, com os pulsos amarrados, com um par de meias cinzas atadas no pescoço. Suas pernas estavam abertas e ela foi coberta com folhas secas. Na noite anterior, ela tinha saído para beber com amigos na Wenceslas Square e permaneceu com eles no bar até cerca de 23h45min. Ela foi vista pela última vez conversando com um homem, com idade em torno de 40, mas ninguém soube oferecer mais detalhes. Bockova era uma boa menina, não era uma prostituta. Algumas semanas depois Brunhilde Masser, uma prostituta conhecida de Graz, foi dada como desaparecida. Como a Áustria tinha muito poucos problemas com prostitutas, as autoridades ficaram preocupadas. Dois meses depois, no início de Dezembro outra prostituta, Heidemarie Hammerer, também desapareceu. Na véspera de Ano Novo, quase um mês após seu desaparecimento, seu corpo foi encontrado por alpinistas em uma floresta fora da cidade. Assim como no primeiro assassinato, ela também foi encontrada deitada de costas e coberta com folhas secas e espinhos. Parecia que o corpo tinha sido vestido novamente e arrastado pelas matas. Apesar de não estar despida, suas pernas estavam nuas e um pedaço do seu batom foi encontrado dentro de sua boca. Hammerer, assim como Blanka Bockova, tinha sido estrangulada com um par de meias e também exibia hematomas e marcas de cordas em seus pulsos, o que sugere que ela tinha sido amarrada. Várias fibras vermelhas em suas roupas, que não correspondem a nada que ela estava vestindo apareceram como provas deixadas pelo possível assassino. Poucos dias depois o corpo que estava faltando, o da prostituta Brunhilde Masser foi encontrado. O corpo que estava em decomposição foi também encontrado em um bosque em Bregenz. Novamente, não havia sinais de roubo e sua maneira de correspondia à morte dos dois outros assassinatos.Tudo começou a mudar quando outra prostituta, Elfriede Schrempf, desapareceu em Graz, no dia 7 de março de 1991. Os pais de Schrempf chamaram a polícia para comunicar que um homem tinha ligado para a casa da família diversas vezes e os insultava, falando do trabalho de sua filha. A polícia conclui que a pessoa que estava ligando poderia ser responsável pelo desaparecimento. Em 5 de outubro de 1991, o corpo de Schrempf foi encontrado como os outros em uma área florestal nos arredores de Graz. Só tinha sobrado o esqueleto, e novamente, o corpo estava coberta de folhas. A polícia notou que estava lidando com um serial killer, quando quatro prostitutas desapareceram, desta vez em Viena. Silvia Zagler, Sabine Moitzi, Regina Prem e Karin Eroglu tinham desaparecido num período de tempo de um mês. O corpo de Sabine Moitzi foi descoberto em 20 de maio de 1992, em seguida foi descoberto o corpo de Karin Ergolu. Ambas as mulheres tinham sido estranguladas e jogado numa floresta nos arredores de Viena. Novamente o Modus Operandi do assassino era o mesmo, as vítimas tinham sido asfixiadas com uma peça da própria roupa. Um fato de repente, trouxe à tona várias coisas. O investigador o investigador de policia aposentado August Schenner, de 70 anos, lembrou uma série de assassinatos e ataques que ele tinha tratado na década de 70. As cenas dos crimes e as causas das mortes eram muito semelhantes aos assassinatos que tinham ocorrido anos antes na Áustria. O culpado, Johann “Jack” Unterweger, que tinha sido capturado e preso. O assassinato de duas mulheres levou Schenner a uma prostituta, Barbara Scholz, que admitiu que ela e Unterweger raptaram uma das vítimas, a alemã Margaret Schaefer, de dezoito anos de idade, foi levada para um bosque, onde foi amarrada e assaltada. Unterweger queria sexo e, quando a menina se recusou, ele a espancou com um cano de aço até a morte. Ele então a estrangulou e deixou seu corpo nu na floresta coberto com folhas. No julgamento Unterweger confessou o crime, mas revelou que, quando ele atingiu a vítima estava tendo uma visão de sua mãe, que isso alimentou sua raiva e ódio, resultando nele continuar batendo até a vítima morrer. Unterweger foi declarado louco por um psicólogo que o descreveu como sendo um "psicopata sexual sádico com tendências narcisistas e histriônico, propenso a acessos de raiva e fúria, sendo ele um criminoso incorrigível “. O corpo da segunda vítima, Marcia Horveth, foi encontrado e também havia sido estrangulado, estava no lago Salzachsee perto de Salzburg. Unterweger negou a responsabilidade. Ele já estava cumprindo pena em prisão perpétua.Um dos aspectos mais bizarros e inquietantes deste caso é que, enquanto Unterweger estava sendo homenageado pelas classes culturais e convidado a festas da elite, ele também era convidado para dar sua opinião e conselhos sobre os mais recentes desaparecimentos de prostitutas. O assassino a esta altura já era conhecido como "O Mensageiro" e Unterweger não só participou de programas de televisão falando sobre o assunto, como entrevistou pessoas na rua. Na verdade, enquanto Unterweger estava nos holofotes de celebridade e vendo seus livros levantar a lista dos mais vendidos, ele continuava com sua obsessão brutal contra mulheres. Alguns investigadores da polícia já suspeitavam de Unterweger, mas tiveram de ser prudentes porque o ex-assassino era agora uma figura literária popular e símbolo de reabilitação da comunidade literal. Dr. Ernst Geiger, um detetive da polícia federal austríaca vigor estava convencido de que Unterweger era um homem reformado. A vigia era discreta sobre ele. Quando Unterweger foi convidado a ir para Los Angeles escrever artigos, não foi apenas Geiger que notou que os assassinatos pararam de repente. Ele percebeu que teria que analisar seriamente os movimentos de Unterweger e que era preciso prendê-lo para examiná-lo. Era apenas questão de achar a prova certa. A polícia começou a rastrear todas as atividades de Unterweger, cartões de crédito, aluguel de automóveis. Após vários meses eles tinham acumulado muitos links para os movimentos do homem e os lugares onde as vítimas tinham sido assassinadas. Registros mostram que Unterweger estavam em Graz quando Brunhilde Masser foi encontrada estrangulada e também em Bregenz, quando a vítima Heidemarie Hammerer desapareceu. Uma testemunha também disse que Unterweger era semelhante ao homem que tinha visto com Hammerer pouco antes dela desaparecer e que ele estava vestindo uma jaqueta de couro marrom e um lenço vermelho. Ligações de Unterweger com as outras vítimas em Viena também foram estabelecidas.Após o retorno de Unterweger para a Áustria, ele percebeu que agora era um suspeito, e começou a escrever artigos criticando os esforços da polícia para rastrear o assassino. Porque muitas pessoas acreditavam que ele era uma pessoa curada e o apoiavam em sua cruzada contra a polícia. Era importante que Dr. Ernst Geiger recolhesse provas circunstanciais contra ele que pudessem o colocar nas cenas dos crimes. Dr. Geiger realizou testes forenses em uma BMW que Unterweger tinha comprado quando foi solto da prisão. Um fio de cabelo foi encontrado e os testes de DNA provaram que ele pertencia a Blanka Bockova, a primeira vítima de Praga. Esta prova permitiu um mandado de busca no apartamento do suspeito em Viena, onde descobriram uma jaqueta de couro marrom e um lenço vermelho. Eles também encontraram um menu e receitas de um restaurante de frutos do mar em Malibu, junto com fotos de Unterweger posando com membros do sexo feminino da Polícia de Los Angeles. Geiger, em um palpite, rastreou o que estava acontecendo em Los Angeles. Ele contatou a polícia de lá e descobriu que eles estavam no meio da investigação do assassinato de três prostitutas (Shannon Exley, Irene Rodrigues e Sherri Ann Long). Geiger descobriu que todos os assassinatos em LA foram idênticos aos da Áustria. Elas tinham sido mortas enquanto Unterweger estava na cidade. Os hotéis onde ele estava hospedado eram perto de onde as prostitutas foram assassinadas. Uma evolução preocupante para a polícia era que Unterweger estava namorando, Bianca Mrak. Alertado por amigos que a polícia estava procurando por ele Unterweger deixou a Áustria com Mrak e conseguiu entrar em América. Ele então começou uma campanha para fazer o olhar como uma vítima de perseguição policial e fez contato com a imprensa austríaca. Unterweger manipulador conseguiu convencer jornais austríacos a publicar o seu caso para se defender. Fazendo o papel de homem injustiçado e vítima de uma vingança da polícia. Mrak revelou que estava feliz por estar com Unterwegger e a imagem criada foi a de que eles eram fugitivos enfrentando a perseguição da polícia austríaca que o escolheu como bode expiatório. Após ser perseguido por toda a Europa, Canadá e Estados Unidos, Unterweger ele foi finalmente preso pelo FBI em Miami, Flórida, em 27 de fevereiro de 1992.. A busca no apartamento de Unterwegger e Mrak em Malibu revelou muitos itens que poderiam estar relacionados com as prostitutas assassinadas em LA. A polícia também recuperou um diário escrito por Unterwegger que sugeriu que ele tinha planos para assassinar Mrak. Unterwegger queria ser julgado na Califórnia como ele sabia que iria enfrentar uma acusação de assassinato contra apenas três vítimas ao contrário dos muitos, na Áustria. No entanto, ciente de que ele também poderia ir parar na câmara de gás, ele rapidamente concordou com a extradição. Unterweger foi deportado em 28 de maio de 1992. Antes de o processo judicial ser iniciado, o Dr. Geiger chamou Thomas Mueller, Chefe do Serviço de Psicologia Criminal no Ministério Federal do Interior, para acompanhá-lo na América e aprender tudo o que podia sobre a psicologia compulsiva dos seriais killers. Através de um estudo em Quantico, Virgínia, Geiger e Mueller descobriram que havia formas padrão de comportamento relacionados com os assassinos como Unterwegger, que também apresentava obsessões sexuais desviantes que seguiam um padrão. Embora a maioria dos assassinos em série raramente se desloca de um país para outro, detalhes das mortes de prostitutas de LA eram muito próximos aos da Áustria para ser mera coincidência. Em 29 de junho de 1994, Unterweger foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional. Naquela noite, ele cometeu suicídio, enforcando-se com uma corda feita de laços e o pedaço de uma calça. O nó usado era idêntico ao utilizado nas prostitutas assassinadas. Ele morreu antes de puder recorrer da sentença, Unterweger é oficialmente considerado inocente, apesar do veredicto original de culpado, por falta do julgamento de recurso.
Biografia Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 Parte 6

Entering Hades: The Double Life of a Serial Killer e The Vienna Woods Killer: A Writer's Double Life , de John Leake e Jack Unterweger: ein Mörder für alle Fälle, de Astrid Wagner são alguns dos livros baseados nesses incidentes.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Serhiy Tkach


Serhiy Tkach (Серге́й Федорович Ткач), nascido em 1953 em Kiselevsk (região de Kemerovo, Rússia) é um ex-investigador de polícia criminal ucraniana, originalmente da Rússia, e um serial killer condenado. Na cidade de Dnipropetrovsk, Serhiy Tkach, de 56 anos, foi considerado culpado de 29 assassinatos (crimes que existem provas substanciais) e 11 tentativas de assassinato. Algumas de suas vítimas tinham sido violentadas. Os relatórios de notícia do último dia de julgamento, diziam que Tkach confessou durante seu depoimento que teria matado de 80 a 100 pessoas em Crimeia, Zaporozhye, Dnepropetrovsk, Kharkov e regiões vizinhas e que ele estava impaciente quando a sentença foi lida. "Ninguém foi capaz de determinar os motivos de suas ações", disse o juiz após a sentença, em comentários divulgados pelos jornais ucranianos. "Primeiro ele disse que queria vingança contra as mulheres porque suas ex-esposas tinham o maltratado. A explicação, em seguida, tornou-se por simples prazer sexual. O fato é que nós simplesmente não sabemos o que levou ele a cometer esses crimes." Tkach trabalhou para a polícia, na Sibéria e usou suas habilidades profissionais para confundir os investigadores, muitas vezes fugindo ao longo das linhas ferroviárias e atirando perfume no chão para confundir os cães.Ele sufocava as meninas, às vezes violentava e em alguns casos também chegou a realizar atos sexuais com os corpos das vítimas depois que elas estavam mortas. Embora Tkach tenha admitido os crimes e muitos exigissem a pena de morte, ele foi condenado à prisão perpétua por crimes cometidos entre 1980 e 2005, Isso porque a Ucrânia aboliu a pena de morte em suas leis nos anos seguintes à independência do domínio soviético, um requisito para ser membro do Conselho da Europa, órgão dos direitos humanos. Depois de se mudar para a Ucrânia, ele trabalhou em diversas coisas desde minas de carvão a fábricas industriais, ele foi casado quatro vezes. Admitiu em depoimento que os assassinatos, que começaram em 1980, era “como caçar os animais", mas não deu nenhuma explicação. Ao longo dos anos, 10 pessoas foram injustamente presos por alguns dos crimes dos quais Tkach foi considerado culpado.Um homem cometeu suicídio na prisão, enquanto outro, que teve a condicional negada, quando finalmente foi solto, se tornou indigente e mendigo. Sabemos de pelo menos que foram condenados por um crime que, posteriormente, Serhiy Tkach confessou . Condenado em 1997, Igor Ryzhkov cumpriu um período de 10 anos . O mais jovem dos presos foi o oitavo Jacob Popovic da cidade região Zaporozhye Velames, que em 2002 foi preso diretamente após investigações do assassinato de uma prima, ele foi condenado a 15 anos . Vitaly Cairo Zaporizhzhya também foi condenado a 15 anos de prisão. Vladimir Svetlichnyi, pai do assassinado da menina Olga Svetlichnaja, de anos, em 2000, se enforcou na cela em Dnepropetrovsk.. Maxim Dmitrenko , condenado a 13 anos, disse que foi forçado pela policia a assumir um crime cometido por Serhiy.O primeiro crime cometido por Serhiy, um assassinato, em 1980, em Simferopol ocorreu quando ele estrangulou e estuprou uma jovem mulher, e telefonou para a delegacia de polícia. Por estar familiarizado com as práticas operacionais da polícia, Serhiy Tkach não deixava vestígios sobre os corpos de suas vítimas: ele tirava toda a roupa e os sapatos, cuidadosamente destruía as provas, deixando a cena do crime sem pontas de cigarro e sucatas, marcas de passo e vestígios de sêmen eram limpos.As meninas eram normalmente levadas às plantações e matagais perto da estrada de ferro e rodovias, considerando que a suspeita cairia sobre alguns caminhoneiros e maquinistas ou viajantes Antes do assassinato ele bebeu um copo de vodka com dimedrolom. Serhiy pressionou a artéria carótida da menina e levou coisas para se lembrar: jóias de ouro, batom, espelho, bolsa e roupas íntimas da vítima . A última vítima de Serhiy Tkach foi Katya Marquises, de 9 anos (na cidade de Zaporozhye). Sergey Tkach foi preso em sua casa em agosto de 2005. Nessa época, ele trabalhava como plantador em uma fazenda.Um processo criminal foi feito contra Serhiy Tkach. Exames forenses foram realizados, como resultado ele foi declarado são Ele caracteriza-se como um indivíduo de características mentais fortemente acentuadas como egocentrismo, frieza emocional, ressentimento, vulnerabilidade, vingança e a incapacidade de estabelecer a longo prazo relações cordiais. Bem como o aumento da irritação e agressividade. Serhiy era casado e tinha quatro filhos.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mary Bell

Mary Flora Bell nascida em 26 de Maio de 1957, em Newcastle, Inglaterra,
Foi a mais jovem homicida da História. Foi condenada em dezembro de 1968, pelo homicídio de dois rapazes, Martin Brown (de quatro anos) e Brian Howe (de três anos). Bell tinha dez anos de idade quando ocorreu o primeiro assassinato e onze quando ocorreu o segundo. Betty, a mãe de Mary era uma prostituta que era muito ausente na casa da família, viajava para Glasgow para trabalhar. Mary (apelidada de May) foi sua primeira filha, nascido quando Betty tinha 16 anos de idade. Não se sabe quem é o pai biológico de Mary, mas na maior parte de sua vida ela acreditou ser Billy Bell, um criminoso que mais tarde foi preso por assalto à mão armada e que casou com Betty algum tempo depois que Mary nasceu. Alguns membros da família disseram que Betty tentou matar Mary e fazer parecer morte acidental mais do que uma vez durante os primeiros anos de sua vida. A própria Mary disse que ela foi alvo de abusos sexuais quando criança, sua mãe a obrigava a fazer sexo anal e oral com homens, quando ela tinha menos de cinco anos. Mary Bell estrangulou Martin Brown, em 25 de maio de 1968, um dia antes de seu 11º aniversário. Acreditava-se que ela tenha cometido esse crime sozinha. Entre esse momento e a segunda morte, ela e sua amiga Norma Bell (nenhum parentesco) invadiram e depredaram uma enfermaria em Scotswood, deixando provas que a denunciaram pelo assassinato de Brown. A polícia de Newcastle rejeitou o incidente como uma brincadeira. Em 31 de julho de 1968, Pat, irmã mais velha de Brian Howe, estava procurando por ele. Brian, um menino de três anos, cabelos loiros, nunca saia para longe de casa. Mary e Norma se prontificaram a ajudar Pat a encontrá-lo. Andaram com Pat por todo o bairro, elas sabiam muito bem desde o início, onde estava Brian. Cruzaram a linha do trem até chegar à zona industrial, onde as crianças costumavam brincar entre os materiais de construção. Pat estava muito preocupada com seu irmão Brian, até porque Martin Brown tinha sido encontrado morto poucas semanas antes, em uma casa abandonada. Maria apontou para alguns blocos de concreto e disse que ele poderia estar brincando com os blocos. Na verdade, Brian estava morto, deitado entre os blocos. Mary queria que Pat encontrasse seu irmão morto porque queria ver o olhar de choque no rosto de Pat. Pat decidiu ir embora e a polícia encontrou o corpo naquela noite. Brian foi encontrado coberto com grama. Ele foi estrangulado e ao seu lado tinha uma tesoura quebrada jogada na grama, ele tinha marcas nas coxas e genitais parcialmente isoladas. Pedaços de seus cabelos tinham sido cortados, e possuía enormes hematomas. Brian foi marcado na barriga, com a letra "M", aparentemente causado por uma lâmina de barbear. Esta marca a princípio era uma letra "N", mas uma quarta marca foi feita dias mais tarde para fazer a letra "M". No verão de 1968, os moradores de Scotswood estavam em um estado de pânico, a polícia interrogou todas as crianças de três a quinze anos. Os adultos foram questionados se o acidente de Martin Brown, também tinha sido assassinato. Entre os suspeitos estavam as crianças Mary Bell, de 11 anos e Norma Bell, de 13 anos. Mary estava agindo de forma estranha, Norma estava emocionada com o assassinato.Como as meninas eram muito jovens e seus depoimentos contradiziam nenhuma delas era inteiramente clara. A morte de Martin Brown a princípio tinha sido julgada como um incidente pela falta de provas. Depois, ligaram sua morte a morte de Brian Howe e em agosto, as duas meninas foram acusados de dois crimes de homicídio culposo. No caso de Martin Brown, que foi encontrado morto deitado no chão, com vários arranhões e com a cabeça sangrando. Mary Bell confessou que, juntamente com a Norma levou o menino levado a um prédio e, quando ele estava de pé sobre um muro, Maria o empurrou, a criança permaneceu imóvel no chão, mas consciente, Mary e Norma não quiseram juntar ele enquanto ele estava machucado, mas ainda vivo. Maria disse que colocou as mãos em volta do pescoço e apertou muito, disse que ele tentou se defender, mas que ela era mais forte e que só parou de apertar quando viu que ele morreu. Ela achou isso divertido. Entre outras declarações, Maria disse: "Eu gosto de ferir os seres vivos, animais e pessoas que são mais fracos do que eu, que não podem se defender." Essa declaração chocou a todos.Em 17 de dezembro de 1968, Norma foi absolvida, mas Maria foi condenada por "homicídio involuntário devido seu desvio de comportamento", o júri tomou a decisão de seu diagnóstico após análises de psiquiatras, que a descreveram com a indicação de "sintomas clássicos de psicopatologia". Na declaração oficial de Maria, ela mencionou a tesoura que foi encontrada ao lado do corpo, que era prova confidencial quando ela foi indiciada e presumia-se que Maria e Norma tinham envolvimento na morte dos 2 meninos. Norma foi interrogada pela segunda vez e confessou que Maria disse que matado Brian, e em seguida a levou para ver o corpo, advertindo para não contar a ninguém. Quando foi ver Brian, sabia que ele estava morto, pois seus lábios estavam roxos, Maria passou os dedos sobre os lábios de Brian e disse que ele tinha gostado. Ao concluir o seu interrogatório, a polícia não perdeu tempo e foi atrás de Maria, ela parecia muito calma e parecia n, Mary se refletir em um jogo de polícias e ladrões e nada fez seu nervoso, como ele sabia o que estava indo para acontecer e que o processo de polícia. Ela foi condenada a pela coroa britânica, que deu a ela uma sentença de prisão por tempo indeterminado. Desde a época de sua condenação em diante, Maria foi o foco de uma grande atenção da imprensa britânica e também da revista alemã Stern. A mãe dela vendeu várias histórias sobre sua vida para a imprensa e muitas vezes forneceu para repórteres escritos que ela afirmava ser de Mary. Bell voltou a ser manchete em setembro de 1979, quando ela tentou fugir da prisão de Moore, onde tinha sido preso desde a sua transferência de uma instituição de jovens delinqüentes para uma prisão de adultos no ano anterior. Aparentemente recuperada e curada, Maria foi libertada aos 23 anos em 14 de maio de 1980, após ter ficado presa por 12 anos, seu primeiro emprego foi numa enfermagem local para crianças, mas ficou claro que era inadequado para ela aquele trabalho. Ele então voltou para casa com sua mãe e conheceu um rapaz que a engravidou, mas a polêmica era se a mulher que matou duas crianças poderia ser mãe. Ela lutou pelo direito de ser mãe, argumentou que era outra pessoa, estava curada e lamentava o que tinha feito na sua infância, sua filha nasceu em 1984. Maria alegou que desde o nascimento de sua filha tomou consciência dos crimes que cometeu, que de algum modo uma transição ocorreu no seu interior, devido a um tratamento adequado, ele passou de uma menina assassina a uma mãe amorosa. Pode isto ser possível? Foi concedido o anonimato para começar uma nova vida (sob um novo nome) com sua filha, que tinhas nascido em 1984. Esta filha não sabia do passado de sua mãe, até sua localização ser descoberta por repórteres e ela e sua mãe tiveram que deixar a casa com roupa de cama sobre suas cabeças. O anonimato da filha foi originalmente protegido até que ela atinja a idade de 18 anos. No entanto, em 21 de maio de 2003, Bell venceu uma batalha judicial que elevou seu anonimato e da sua filha para a vida toda. Ela conheceu um homem por quem se apaixonou se mudou para uma cidade pequena, mas as pessoas focaram da sua presença e logo os moradores da cidade organizaram marchas, exigindo que o assassino fosse embora. Mary Bell vai ter que viver eternamente com medo exibição.
Biografia

Bell é tema de dois livros de Gitta Sereny, The case of Mary Bell e Cries Unheard: The Story of Mary Bell (Gritos no vazio: A história de Mary Bell).


Caso de Bell foi usado como base para o episódio Killerz de 1999 do seriado Law & Order.

Nicolai Bonner

Nicolai Bonner ( ניקולאי בונר) é um assassino em série israelense, que no ano de 2005, sob forte influência do álcool (vodka), assassinou 4 de imigrantes da antiga União Soviética. Três das vítimas do homicídio, Alexandre Levnat, 34 anos; Alexander Keres, 39 anos e Valeri Suchnov, 32 anos, mudaram-se da antiga União Soviética para Israel, eram moradores de rua e Bonner costumava beber com esses homens nos prédios abandonados na zona industrial de Haifa, a terceira maior cidade de Israel. Alexander Levnat foi assassinado na rua depois de uma discussão por causa de uma garrafa de vodka. Na época, a polícia não conseguiu encontrar provas de que Levnat tinha sido morto porque o corpo estava tão queimado que era impossível determinar a causa da morte. No final de março de 2005, a polícia descobriu o corpo carbonizado de Valery Suchnov em um prédio abandonado. A última vítima conhecida foi Alexander Keres, cujo corpo foi descoberto no início de maio, também em um prédio abandonado, em Haifa. O chefe da polícia, em Haifa, disse que Bonner admitiu todos os assassinatos logo após sua prisão. "Suas razões eram psicológicas e ele nos disse que tinha matado os mendigos porque eles tinham o insultado e ele estava bêbado. Ele teria matado quando estava completamente sob a influência de álcool. Boner é um alcoólatra”. O próprio Bonner disse: "Eu estava bêbado e me desculpe pelo que fiz." Mas antes desses três assassinatos, Arkia Wohlman, 54 aos, que também tinha se mudado recentemente para Israel e morava no bairro de Halisa, próximo de Haifa, tinha sido assassinada em 9 de fevereiro em seu apartamento. Ele teria seguido ela até sua casa, onde ela teria recusado suas investidas amorosas. Ele, então, a espancou até a morte. "Eu não queria matar, eu só queria bater.” Desde o início de 2005, sete assassinatos ocorreram em Haifa, contando com 4 cometidos por Nicolai Boner. Em 2004, foram apenas oito no total. Bonner também foi acusado de queimar as vítimas, destruir provas e interferir nos processos judiciais. Bonner nasceu na Moldávia, e emigrou para Israel em 2000 com sua esposa judia, em 2000. Sua esposa contraiu tuberculose e morreu em Janeiro de 2003. Um mês após a morte de sua esposa, com certa deterioração do estado emocional, Bonner pediu uma licença de seu emprego em uma fábrica de tubos em Jaffa. Após ser capturado, Bonner disse ter matado os mendigos em parte porque não conseguia superar a morte de sua esposa. O advogado de defesa de Bonner,Ofer Cohen, pediu que o tribunal levasse em consideração o estado mental instável do réu em sua sentença. Embora o primeiro assassinato tenha ocorrido em 2005, à polícia não desconfiava de um assassino em série até o terceiro corpo, de Valeri Suchnov, ser descoberto dois meses depois, e as semelhanças foram observadas entre as cenas do crime. As vítimas tinham o rosto machucado, e em seguida, foram feitas tentativas para incendiá-los. Ele também era suspeito do assassinato brutal de Sergei Dvorkin, cujo corpo foi encontrado carbonizado perto do principal terminal de ônibus de Tel Aviv em dezembro de 2004. A polícia acredita que o método utilizado pelo assassino de Tel Aviv foi semelhante ao empregado nos quatro assassinatos de Bonner em Haifa. Além disso, Bonner admitiu estar em Tel Aviv no dia do crime em questão. Entre as testemunhas que depuseram em juízo, um foi Sergei Blobstein, um judeu russo. Nicolae Bonner tentou matar Sergei Blobstein em seu aniversário de 42 anos. Atirou fogo e deixou Sergei para morer. A vítima sobreviveu, arrastou-se até o hospital, onde ficou por três dias, sofrendo com costelas quebradas, cortes no rosto e problemas respiratórios.Em 6 de maio de 2007 Bonner foi condenado à prisão perpétua, 4 prisões perpétuas consecutivas e mais 17 anos de prisão por outros crimes: 5 anos por tentativa de homicídio, 9 anos por estupro agravado e 3 anos por outras acusações, incluindo agressão com agravantes e interferir na investigação.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Adolfo Constanzo e Sara Aldrete

Adolfo de Jesús Constanzo nascido em Miami, em 1 de Novembro de 1962 foi um serial killer e líder de um culto no México. Seu apelido era “O Padrinho de Matamoros”
Constanzo visitou a Cidade do México em 1983, após ter consultado as cartas de tarô.
Lá, ele recrutou dois homens mais jovens: Martín Quintana Rodríguez e Omar Chewe Orea Ochoa como seus servos, amantes e discípulos. Constanzo voltou para Miami, mas pouco depois ele se mudou para a Cidade do México, em meados de 1984. Nos próximos anos, ele virou o líder de um culto religioso com os traficantes de droga, músicos e até policiais sob seu comando. Constanzo começou a carreira religiosa ainda criança, incentivado por seus pais. Ele começou a prever eventos futuros quando era criança e foi rotulado como um homem que poderia dizer o futuro com uma precisão assustadora. Cedo Constanzo foi preso e quando declarou que ele seria um homem do mal e adorador do próprio diabo, ele alegou que não tinha alma. O culto, com sede em Matamoros, em Tamaulipas, na fronteira dos EUA com o México, vendia drogas, realizava cerimônias ocultistas envolvendo grandes valores e até o final de 1987 matou pessoas para uso em sacrifícios humanos. 60 pessoas desapareceram no ano de 1989, no México. A policia encontrou uma sepultura oculta onde jardas onde foram enterrados 12 corpos, todos os homens, mortos de várias maneiras. Estas vítimas seriam rivais do tráfico de drogas. Quando um turista americano de 21 anos de idade, Mark J. Kilroy desapareceu em Matamoros durante o fim da primavera de 1989, a polícia local, enfrentando pressões de autoridades do Texas começou uma grande investigação. Eles descobriram o culto de Constanzo completamente por acaso (em uma investigação de drogas sem nenhuma relação) e, depois de prender alguns dos membros, rapidamente descobriram que eles eram os responsáveis pelo assassinato de Kilroy, cujo corpo foi esquartejado e queimado. A polícia então rastreou os lugares em que essa seita era praticada e Constanzo foi identificado como sendo o "Deus" de todos eles. Lá no rancho encontraram vasos com sangue neles, caveiras, estacas e outros instrumentos de magia que tratavam de vida após a morte. Eles perceberam que estavam lidando com um louco, então, eles encontraram cadáveres sem cérebros e em seguida encontraram os cérebros no rancho. Mais e mais membros da seita foram presos, até que, em 6 de maio, eles descobriram onde estava Constanzo e quatro de seus seguidores, dois dos quais eram seus amantes do sexo masculino, em um apartamento na Cidade do México. Determinado a não ir para a prisão, Constanzo ordenou que um dos seus discípulos o matasse e matasse Quintana Rodríguez. Os dois estavam mortos quando a polícia finalmente conseguiu chegar até eles. Não está claro sobre quando começou e como ele começou, mas ele passou a sacrificar seres humanos para seus deuses próprios. 23 foram registrados, mas os números reais de quantos foram sacrificados é desconhecido. Um grande número de assassinatos inexplicáveis nunca foram resolvidos e muitos podem ser ligados a ele, mas não existem evidências. Muitos homens, que desafiaram Constanzo acabaram mortos. Às vezes famílias inteiras, eram encontradas com os dedos, órgãos removidos ou com algumas partes do corpo arrancadas deles. Os homens eram encontrados nas ruas para que as crianças pudessem ver. Ele exibia o seu poder em todos os lugares e era temido por muitos. Ele alegou que seu Deus se animava mais quando os assassinatos eram hediondos, as vítimas deviam gritar enquanto morriam. Isso explica muitas mutilações que foram encontradas. Com a morte dele veio uma enorme lista de assassinatos. 74 foram resolvidos, 14 eram crianças. O problema é que se sabe que Constanzo não foi responsável por todas essas mortes, devido à localização e outros pontos, mas sabe-se que foram realizados por sua seita ou quadrilha.Biografia 1 Biografia 2
Uma das líderes mais confiáveis de Constanzo dentro de seu culto Sara María Aldrete, foi detida pouco tempo depois de sua morte. Sara nasceu em 6 de setembro de 1964 em Matamoros, Tamaulipas, foi uma assassina em série conhecido como "A Madrinha". Ela cursou o ensino médio em Brownsville, Texas, Estados Unidos, quando ela morava no lado mexicano da fronteira, ganhou o status de estrangeira residente para que ela puder assistir as aulas no Texas Southmost College. Por meio de Adolfo ela foi introduzida a bruxaria e a magia negra. Ele deu o apelido de "A Madrinha" e a iniciou em sua seita, que era uma mistura de Santeria, ritual guerreiro asteca e Palo Mayombe, com sacrifícios de sangue. Muitas das partes dos corpos das vítimas da seita eram cozidas em uma panela grande chamado nganga. Sara Aldrete Costanzo era a segunda no comando do culto, e ela ficava com o poder total quando Constanzo viajava para traficar. Em 1989, Aldrete foi condenada por associação criminosa, em 1990 foi condenado a seis anos. Em um segundo julgamento, foi condenado por vários assassinatos na sede do culto, Rancho Santa Elena e condenada a mais 62 anos de prisão.
Biografia Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 Parte 6

Os filmes Narcosatanicos Diabolicos, Perdita Durango e Borderland falam sobre esses acontecimentos.

Os livros Buried Secrets: A True Story of Drug Running, Black Magic and Human Sacrifice, de Edward Humes e Hell Ranch: The Nightmare Tale of Voodoo, Drugs & Death in Matamoros, Clifford L. Linedecker são baseados nesses acontecimentos.

Yoo Young-chul

Yoo Young-chul ou Yoo Young-cheol nascido em Hangul, em 1970 é um assassino em série sul-coreano e canibal confesso. Embora ele tenha admitido que matou 21 pessoas, a maioria prostitutas e homens ricos idoas, o Tribunal Distrital Central de Seul o condenou por 20 assassinatos (num caso ele foi absolvido por falta de provas). Yoo queimou três e mutilou pelo menos 11 de suas vítimas, admitindo que comeu o fígado de algumas delas. Ele cometeu seus crimes entre setembro de 2003 (mês em que foi libertado do Centro de Detenção de Jeonju onde cumpria pena por roubo e estupro) e julho de 2004 (quando ele foi preso novamente). Enquanto cumpria pena por roubo e estupro, Yoo estudou a vida e os crimes de Jeong Du-young, outro serial killer que matou nove vítimas ricas em Busan, Ulsan e outras cidades da província de Gyeonggi de junho de 1999 a abril de 2000. Os assassinatos cometidos por Jeong eram simplesmente parte de seus roubos durante o dia. No momento de sua captura, ele falou que tinha um desejo de roubar casas que eram equipados com câmeras de segurança. Mais tarde, ele disse: "Eu devo ter o diabo dentro de mim." Ele entrava nas residências ricas, e se uma pessoa estivesse em casa, ele mataria a facadas. Não deixava testemunhas. Durante sua farra de roubos e assassinatos, Jeong fez uma mulher de refém, roubou treze casas e matou nove pessoas. Algumas dessas vítimas eram pessoas idosas. Ele acumulou cerca de US $ 100.000 em seu assaltos. Jeong Du-young tinha 31 anos quando começou os seus dez meses de matança, assim que foi libertado da prisão. Seguindo a história de Jeong, Yoo colocou nos ricos a culpa de tudo o que estava errado com a sociedade coreana e dos fracassos em sua vida. Ele iria caçar eles como um cão. Ele planejava matar mais de cem pessoas. As investigações policiais dos assassinatos em série de Yoo Young-chul revelaram mais tarde que ele era um homem metódico. Sua premeditação foi extraordinária e sua atenção aos detalhes foi incrível. Yoo explicou seus motivos na frente de uma câmera de TV dizendo que "As mulheres não devem ser vagabundas e os ricos devem saber o que fizeram." Ele foi condenado à morte em 19 de junho de 2005 pelo Tribunal Supremo. O caso dele, que chocou os sul-coreanos, tem alimentado o debate sobre a pena de morte na Coréia do Sul. Embora a pena de morte ainda seja permitida pela lei, não tem sido realizada desde 1997. Muitos queriam o fim da pena capital antes da prisão de Yoo, mas o apoio à pena de morte tem crescido desde a sua detenção. O Tribunal Distrital Central de Seul, disse: "O assassinato de mais de 20 pessoas sem precedentes no país é um crime muito grave. A pena de morte é inevitável para Yoo à luz das enormes dores infligidas às famílias atingidas e de toda a sociedade."

O filme The Chaser (추격자, Choo-gyuk-ja) baseia-se nesses acontecimentos.
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