sexta-feira, 21 de maio de 2010

Lizzie Borden

Lizzie Andrew Borden nascida em 19 de Julho de 1860 foi uma solteirona de New England e uma figura central no caso que rodeia o duplo homicídio a machadadas brutais de seu pai e de sua madrasta num dia de calor sufocante, em 4 de Agosto de 1892, em Fall River, Massachussets. Borden foi absolvida quando levada a julgamento, mas ninguém mais foi acusado e ela tornou-se uma figura no folclore americano. As matanças, o julgamento e o impacto da cobertura dos jornais sobre Lizzie Borden se tornaram motivo de várias lendas urbanas. O evento tem permanecido firme na cultura popular americana e na criminologia como um dos mais famosos incidentes na história do país. Questões sobre a identidade do assassino continuam até hoje. Nascida em 1860, ela e sua irmã Emma Leonora, nove anos mais velha, foram criadas pelo pai, o Dr. Andrew Jackson Borden e pela madrasta Abby Durfee Gray Borden, já que a mãe biológica Sarah Anthony Morse, era falecida. Andrew e Abby casaram-se quando Lizzie tinha três anos de idade. A família residia na Second Street No. 92 Fall River, Massachusetts, cerca de 50 milhas ao sul de Boston. Em 1892, quando Lizzie estava com 32 anos e Emma com 41, a situação familiar na casa dos Borden era tensa: as irmãs usavam apenas a parte da frente no andar inferior e seus quartos subindo as escadas; seus pais ficavam com a parte de trás e o segundo andar. As irmãs não faziam as refeições com seus pais. O conflito chegou a este ponto por causa da decisão do Dr Andrew de legar a maior parte de sua fortuna para Abby e parentes de Abby. John Vinnicum Morse, irmão da primeira esposa de Andrew, estava hospedado na casa dos Borden para finalizar a transferência de uma fazenda para o seu nome. No ano anterior Andrew já doara um duplex para a meia-irmã de Abby, Sarah Whitehead. Tio John testemunhou em tribunal que o cunhado expressou a intenção de fazer um testamento no qual deixaria um legado de 25 mil dólares para cada filha e todo o restante para a esposa Abby. Alguns dias antes dos assassinatos Lizzie tentou comprar ácido prússico (cianureto) para limpar um casaco de peles, segundo justificou ao farmacêutico Eli Bence. No dia 3 os residentes da casa sofreram o que o Dr. Seabury W. Bowen, médico da família, identificou como intoxicação alimentar que atingiu inclusive Bridget “Maggie” Sullivan, empregada dos Borden, mas não Emma, em visita à cidade vizinha de Fairhaven. Em 4 de Agosto de 1892, Andrew J. Borden, pai de Lizzie, e sua madrasta, Abby Borden, foram encontrados mortos em sua casa. As únicas outras pessoas presentes na residência naquele momento eram Lizzie e a empregada doméstica da família, Bridget Sullivan. De acordo com testemunhas, Sullivan estava limpando as janelas da casa quando Lizzie a pediu para chamar o médico da família, Dr. Bowen, porque seu pai tinha sido assassinado. Mais tarde, o corpo da madrasta de Lizzie foi encontrado no segundo andar da casa. Ambos tinham sido mortos por pancadas provocadas por uma arma pesada e afiada, entretanto, era impossível determinar que arma foi usada pelo assassino. É presumido que a mesma arma foi usada para matar ambas as vítimas. Mais cedo naquele dia, Andrew Borden foi à cidade com o irmão de sua esposa, John Morse. Ele retornou às 10h30min e imediatamente deitou-se no sofá para tirar uma soneca. Menos de uma hora depois, Lizzie alegou que achou o corpo de seu pai. Esses são os únicos fatos incontestáveis do caso. Todo o resto no caso é formado por boatos e por testemunhos conflituosos. Lizzie Borden foi julgada pelos assassinatos. Durante a investigação da polícia, um machado pesado foi encontrado no porão e presumido como a arma do crime. Embora estivesse limpo, a maior parte de seu cabo não foi encontrado, e o processamento declarou que ele tinha sido cortado fora porque estava coberto de sangue. Contudo, o oficial de polícia Michael Mullaly disse ter encontrado a ferramenta de cortar árvores perto de um cabo de machado. Logo, a verdadeira arma do crime continua um mistério até os dias de hoje, apesar de o machado ser a arma mais suspeita e mais popular. Lizzie Borden estava menstruada no momento dos crimes. A polícia, descuidada, ignorou Lizzie, que dispunha de muitas roupas sujas de sangue em seu quarto. Na verdade, a polícia ignorou várias "pistas". Sullivan as levou da casa para lavá-las. Qualquer um desses fatos poderia ter sido uma evidência de assassinato, mas nenhum foi mencionado durante o julgamento. Nenhuma roupa suja de sangue foi jamais encontrada, porém, um assassinato desse tipo quase que certamente respingaria sangue nas roupas do assassino. Poucos dias depois dos assassinatos, Lizzie Borden queimou um de seus vestidos, dizendo que tinha derramado tinta nele. Lizzie Borden foi inocentada pelo júri depois de uma hora de deliberação. Muitas teorias têm sido apresentadas ao longo dos anos para identificar o verdadeiro assassino e para explicar os possíveis motivos. Uma acredita que Andrew J. Borden tinha recentemente modificado seu testamento, para excluir Lizzie e a irmã, porém, nenhum novo testamento, nem um velho, foram divulgados. Outra teoria é a de que Lizzie era lésbica e estava tendo um caso amoroso com a empregada, mas foi descoberta por sua madrasta. O pai de Lizzie e sua segunda esposa eram um pouco odiados pela sociedade, portanto qualquer cidadão poderia ter seu próprio rancor e ressentimento, sem excluir Lizzie e a empregada. Outra teoria acha que a empregada era a assassina, que possivelmente se sentiu ultrajada ao pedirem para ela limpar as janelas num dia muito quente, uma tarefa difícil, mesmo depois de ter ingerido alimentos envenenados. Uma teoria diz que Lizzie sofria de crise epiléptica durante seu ciclo menstrual, no qual ela às vezes entrava num estado de surto, cometendo assim os assassinatos inconscientemente. Diz uma lenda que Lizzie teria mantido um caso com a atriz Nance O’Neil. Em 1904, a atriz Nance O'Neil conheceu Lizzie Borden em Boston. No começo do século XX, era inaceitável uma mulher se tornar atriz. O'Neil era extravagante e estava sempre em dificuldades financeiras, e Borden tinha um considerável patrimônio. As duas tinham uma relação intensa, apesar da notoriedade de Borden. O'Neil era casada naquele momento.Nunca, entretanto, foi provado que a relação delas era íntima. O termínio da relação dois anos depois, em 1906, foi uma perda significante para Borden, que, como se alega, teve dificuldades para se recuperar emocionalmente. O'Neil virou um personagem no musical sobre Lizzie Borden, intitulado Lizzie Borden: A Musical Tragedy in Two Axe, onde ela foi interpretada por Suellen Vance. A feminista Carolyn Gage refere-se a Nance O'Neil como uma lésbica aberta, mas há poucos detalhes documentados sobre qualquer caso seu. Gage ainda afirma que sua orientação sexual era bastante conhecida nos círculos de entretenimento, apesar de seu casamento. O caso de Borden foi memorizado numa popular rima de pular corda, escrita assim em inglês: “Lizzie Borden took an axe (Lizzie Borden pegou seu machado), And gave her mother forty whacks( deu quarenta machadadas na mãe), When she saw what she had done (quando percebeu o que tinha acabado de fazer), She gave her father forty-one(deu quarenta e uma machadadas no pai). A rima anônima foi feita por um escritor como uma tentadora e pequena melodia para vender jornais. Entretanto, a verdade é que sua madrasta não recebeu quarenta machadadas, mas sim dezoito ou dezenove enquanto que seu pai, onze. Mesmo absolvida dos crimes, Lizzie Borden foi condenada ao ostracismo por vizinhos. Seu nome apareceu novamente nos jornais quando ela foi acusada de roubar um produto de uma loja. Alguns que conheceram Lizzie Borden acreditam que ela não foi culpada. No entanto, apesar de ter sido considerada inocente, ela continua na imaginação popular como uma assassina brutal. Isso se deve pelos seguintes fatos: As mortes nunca foram solucionadas; por muitos anos, no aniversário dos assassinatos, a imprensa mais sensacionalista novamente a acusou pelo crime e os versos burlescos de métrica imperfeita continuaram, reforçando sua "culpa" no pensamento público. A casa dos Borden, em Second Street, é hoje uma Bed and breakfast, um alojamento que oferece cama e café da manhã por tarifas convenientes, mas é aberta em certos dias para um tour. Quando a casa foi renovada por um dono anterior, há alguns anos, apenas uma machadinha foi encontrada. Ela foi dada à polícia, mas não se evidenciou nada. Um organização tem trabalhado para aproximar a casa de sua condição de 1892. "Maplecroft", a mansão que Lizzie Borden e sua irmã compraram com o dinheiro que herdaram do pai depois que ela foi inocentada, localizada na então famosa French Street, é uma residência privada nos dias de hoje e ocasionalmente é aberta ao público. Lizzie Borden faleceu em 1927 em decorrência de complicações pós-operatórias de uma cirurgia na vesícula biliar.
Matéria

O filme The Legend of Lizzie Borden se baseia nesses fatos.

Os livros Lizzie, de Evan Hunter e The Borden Tragedy de Rick Geary são baseados nesses acontecimentos.

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